13 de março de 2011
Quando eu era criança
sempre pensava como era o pensamento de um adolescente. Vivia no quarto da minha irmã mais velha olhando o que ela usava, vestindo roupas e calçados que ficavam enormes e pensando que um dia eu ia poder usar tudo aquilo. Sempre perguntava pra ela, porque ela chorava, eu não via motivos pra isso. Ela dizia: - ' quando você for mais velha, você vai entender o que eu sinto... '
Eu ficava brava, porque eu não entendia nada do que passava na cabeça dela, e me perguntava: será que só eu que sou assim tão diferente?
Quando ela chorava, eu fazia de tudo pra vê-la sorrir, nunca gostei de ver quem eu gosto chorando muito menos por algo que não se descreve.
Fui crescendo, vivendo e aprendendo cada dia mais. Passando por coisas inesperadas, sonhando com tudo.
Aí, fui descobrindo o que era ser um adolescente. Fui vivendo e sentindo tudo o que um dia eu queria descobrir. Mas nunca pensei que fosse assim.
Dias felizes, dias tristes. Sorrir quando a vontade era de chorar.
No decorrer do tempo, vi que tudo o que um dia eu queria saber, não era o que eu queria sentir.
As lágrimas que caiam diante a face dela, não eram por aquilo que eu pensava. A revolta, não era por minhas brincadeiras, e sim, por quem brincava com os sentimentos dela.
Passou ...
Hoje, eu vivo o que todo adulto um dia viveu.
Com arrependimentos e choros, alegrias e cumplicidades.
Mas de uma coisa eu sei. Ser criança é a melhor coisa que existe.
Afinal, joelhos machucados saram bem mais rápido do que corações partidos.
ThaísGirardi
